sábado, 6 de dezembro de 2008

Uma pedra

[Autor: Wiliam Fabricio]

Acostuma-te ao teu tenebroso fim
Que a tua própria alma cultua
Em noite, fria, observa a Lua
Que está tão distante quanto a tua razão.

Vês! A verdade é nua e crua
Assim como a tua própria pele
Que com a proximidade me repele
Tua cútis está pútrida e já fede!

Levanta-te desse imundo chão e te veste
Segue teu rumo, fúnebre, com teu coração,
ainda que a cada canto desse quarto ele infeste

Carregue contigo a tua frialdade
Na cama que me deito, pois,
apenas há espaço para uma pedra.

6 comentários:

Valdean disse...

Fala Rapaz!!

Tudo na paz?

Posso publicar essa poesia em meu blog?

Abços
Valdean

Alan Salgueiro disse...

"Levanta-te desse imundo chão e te veste. Segue teu rumo, fúnebre, com teu coração,ainda que a cada canto desse quarto ele infeste"

Adorei essa estrofe! o todo ficou no formato quase de um soneto, o tema é macabro, noturno, me lembra o período do ultra-romantismo!

Grunge ^Â^lado disse...

Fala, Valdean!
Está tudo ótimo. Espero que com você também esteja.

Bem, fica a vontade para publicar. Fico lisojeado.

Abraços, amigo!

Grunge ^Â^lado disse...

Valeu, Alan!

A intenção era que ficasse mesmo quase num formato de soneto, pois, prefiro escrever em 'versos brancos'.

Gosto muito desse tipo de tema: Obscuro


Abraços!

Grunge ^Â^lado disse...

lisonjeado*

.Fran. disse...

Caraca, muito bom!
ótimo jogo de palavras, construção em soneto e essa temática mais obscura, meio gótica... uma delícia!
Achei seu blog por acaso... fuçando blogs alheios.
Voltarei outras vezes.
Bjus!